Por que os clubes insistem em demitir treinadores se isso quase nunca resolve o problema?

chatgpt image 25 de jun. de 2026, 11 45 08

Todo torcedor já viveu essa cena.

O time acumula uma sequência de maus resultados. A pressão aumenta a cada rodada. Programas esportivos discutem diariamente a permanência do treinador. Nas redes sociais, a hashtag pedindo sua demissão ganha força. Até que, finalmente, o comunicado oficial é publicado: o técnico deixa o cargo.

Poucas decisões se repetem tanto no futebol quanto essa. E poucas parecem produzir tanto consenso no momento em que acontecem. Quando um clube vive uma crise, trocar o treinador costuma parecer não apenas uma alternativa possível, mas a única atitude compatível com a gravidade da situação.

Essa percepção ajuda a explicar por que o futebol apresenta uma rotatividade tão elevada no comando técnico. Até em ligas europeias, a permanência de um treinador por vários anos tornou-se exceção. Nos campeonatos no Brasil, mudanças durante a temporada fazem parte da rotina, muitas vezes envolvendo o mesmo profissional passando por diferentes clubes em poucos meses.

Mas existe uma pergunta que raramente recebe a mesma atenção dedicada às demissões: essa estratégia realmente funciona?

À primeira vista, a resposta parece simples. Afinal, não faltam exemplos de equipes que trocaram de treinador e passaram imediatamente a vencer. O problema é que observar uma melhora depois da troca não significa, necessariamente, que ela aconteceu por causa da troca.

Essa distinção, aparentemente sutil, é justamente o ponto onde a literatura científica começa a divergir da percepção construída pelo ambiente do futebol. Nas últimas décadas, economistas, estatísticos e pesquisadores do esporte analisaram milhares de partidas em diferentes países tentando responder uma questão muito específica: mudar o treinador aumenta, de fato, a probabilidade de uma equipe melhorar seu desempenho ou estamos atribuindo ao novo comandante uma recuperação que provavelmente aconteceria de qualquer maneira?

O problema de confundir coincidência com causa

A maior dificuldade para responder se trocar de treinador funciona não está no futebol. Está na estatística.

Imagine que um clube perde cinco partidas consecutivas. A pressão aumenta, o treinador é demitido e, nas cinco rodadas seguintes, a equipe conquista três vitórias, um empate e apenas uma derrota. A conclusão parece inevitável: o novo treinador mudou o rumo da temporada. O problema é que essa sequência, isoladamente, não prova absolutamente nada.

Em qualquer área do conhecimento, estabelecer uma relação de causa exige responder uma pergunta muito mais difícil: o que teria acontecido se o treinador anterior tivesse permanecido no cargo?

Naturalmente, jamais poderemos observar esse cenário. No momento em que o clube opta pela demissão, a alternativa deixa de existir. Foi justamente para contornar esse problema que economistas e estatísticos passaram décadas analisando milhares de partidas em diferentes ligas europeias, comparando clubes que trocaram de treinador com outros que atravessavam crises muito semelhantes, mas decidiram manter seus comandantes. Os resultados começaram a revelar um padrão bastante interessante.

Em praticamente todos os estudos, as equipes apresentavam uma melhora de desempenho logo após a troca de treinador. À primeira vista, isso parecia confirmar a percepção de dirigentes, torcedores e da própria imprensa esportiva. Entretanto, quando os pesquisadores comparavam essa evolução com a de clubes que haviam vivido sequências de resultados igualmente ruins, mas não realizaram a troca, descobriam que esses times também melhoravam de forma bastante semelhante.

A explicação para esse fenômeno está em um conceito estatístico conhecido como regressão à média.

Sempre que um evento produz um resultado excepcionalmente ruim, existe uma tendência natural de que as observações seguintes retornem para níveis mais próximos da média, mesmo que nenhuma intervenção relevante tenha ocorrido. No futebol, isso significa que uma equipe que atravessa uma sequência extremamente negativa provavelmente não continuará jogando no mesmo nível indefinidamente. Lesões podem terminar, a tabela pode oferecer adversários mais acessíveis, bolas que antes acertavam a trave passam a entrar, erros individuais deixam de acontecer com a mesma frequência e até componentes puramente aleatórios voltam ao comportamento esperado.

Em outras palavras, parte da recuperação pode simplesmente ocorrer porque a fase ruim representava um ponto fora da curva, e não porque a substituição do treinador alterou profundamente o desempenho da equipe.

Isso não significa que treinadores sejam irrelevantes. Significa apenas que observar uma melhora após a troca não é suficiente para concluir que ela foi causada pela troca. Como resumiram Jan van Ours e seus coautores, um dos principais desafios metodológicos desse tema é justamente separar o efeito real do novo treinador da recuperação que provavelmente aconteceria de qualquer maneira.

Essa conclusão muda completamente a pergunta. A questão deixa de ser “o time melhorou depois da demissão?” para se tornar muito mais exigente: o time melhorou mais do que teria melhorado se o treinador anterior tivesse permanecido?

É justamente a partir dessa comparação que a literatura científica começa a oferecer respostas mais interessantes, e bem menos intuitivas do que normalmente ouvimos nos debates esportivos.

Quando a troca realmente faz diferença

Se a literatura científica tivesse concluído que trocar treinadores nunca funciona, o debate estaria encerrado há muito tempo. Mas não foi isso que aconteceu.

À medida que os estudos se tornaram mais sofisticados, os pesquisadores passaram a abandonar a pergunta genérica, “trocar treinador funciona?”, para investigar uma questão mais específica: em quais circunstâncias a troca aumenta a probabilidade de melhora?

Essa mudança de perspectiva revelou algo importante. O impacto de um treinador depende, antes de tudo, da origem do problema que o clube enfrenta.

Se a queda de desempenho decorre principalmente de fatores aleatórios, uma sequência improvável de resultados, lesões concentradas em um curto período, baixo aproveitamento em finalizações ou um calendário excepcionalmente difícil, a simples substituição do treinador tende a produzir poucos efeitos permanentes. Nesses casos, a equipe provavelmente apresentaria alguma recuperação mesmo sem alterar o comando técnico, justamente porque esses fatores costumam se normalizar com o tempo.

O cenário muda quando a origem da crise está, de fato, relacionada ao trabalho do treinador.

Uma equipe pode apresentar problemas persistentes de organização defensiva, incapacidade de criar oportunidades de gol, perda de confiança dos jogadores, conflitos internos, dificuldade de adaptação ao modelo de jogo ou desgaste na relação entre comissão técnica e elenco. Nessas situações, a mudança deixa de atuar apenas sobre a narrativa e passa a alterar um mecanismo que efetivamente influencia o desempenho esportivo.

Essa conclusão aparece em diferentes pesquisas que identificaram ganhos reais em contextos específicos, especialmente quando a troca corrige falhas estruturais do funcionamento da equipe e não apenas responde à pressão provocada pelos resultados recentes. Em outras palavras, o benefício não está na troca em si, mas na capacidade do novo treinador de resolver um problema que o anterior já não conseguia solucionar.

Isso ajuda a explicar por que encontramos exemplos convincentes para os dois lados do debate.

Há clubes que mudaram de treinador e evitaram o rebaixamento. Outros conquistaram títulos após uma troca no meio da temporada. Mas também existem inúmeros casos em que a demissão foi seguida por resultados ainda piores, novas trocas de comando e, ao final, exatamente o mesmo desfecho que se pretendia evitar.

O futebol oferece exemplos para qualquer argumento porque cada troca ocorre em um contexto diferente. O erro está em transformar casos individuais em regras gerais.

A ciência trabalha de outra forma. Em vez de perguntar se determinado treinador salvou um clube específico, ela procura identificar padrões em centenas de temporadas. E o padrão que emerge dessas pesquisas é relativamente consistente: trocar de treinador pode funcionar, mas seus efeitos dependem muito menos da troca em si do que da natureza do problema que ela pretende resolver.

Essa conclusão leva a uma pergunta inevitável. Se os benefícios são condicionais, incertos e frequentemente modestos, por que a demissão continua sendo a primeira resposta adotada por praticamente todos os clubes quando os resultados deixam de aparecer?

O custo político de não fazer nada

Se a literatura científica sugere que trocar de treinador produz resultados muito menos previsíveis do que normalmente se imagina, por que essa continua sendo a decisão mais frequente no futebol?

A resposta talvez esteja menos dentro das quatro linhas do que nas pressões que cercam quem administra um clube.

Presidentes não são avaliados apenas pelos resultados que produzem. Eles também são julgados pelas decisões que aparentam tomar. Em momentos de crise, permanecer inerte costuma ser politicamente mais custoso do que agir, ainda que a ação escolhida tenha baixa probabilidade de resolver o problema.

Esse comportamento é conhecido na psicologia como action bias, ou viés da ação. Diversos estudos mostram que, diante de situações de elevada pressão e incerteza, as pessoas tendem a preferir fazer alguma coisa a não fazer nada, mesmo quando a evidência disponível indica que a intervenção possui eficácia limitada. A ação transmite sensação de controle, reduz a percepção de passividade e cria a impressão de que o responsável está tentando alterar o curso dos acontecimentos.

O futebol oferece um ambiente quase perfeito para esse mecanismo psicológico.

Quando um clube acumula derrotas, a torcida exige mudanças, a imprensa passa a discutir diariamente a permanência do treinador, patrocinadores demonstram preocupação e conselheiros aumentam a pressão sobre a diretoria. Nesse contexto, manter o técnico significa assumir integralmente o risco de que os maus resultados continuem. Caso isso aconteça, a narrativa construída será relativamente simples: o presidente viu a crise crescer e não tomou nenhuma providência.

A demissão modifica completamente essa narrativa.

Mesmo que a probabilidade de melhora seja pequena, a diretoria passa a comunicar que identificou o problema e tomou uma decisão concreta para enfrentá-lo. A responsabilidade pelo desempenho futuro é parcialmente transferida para o novo treinador, enquanto o presidente ganha tempo, reduz a pressão imediata e demonstra capacidade de reação perante torcedores, imprensa e ambiente político do clube.

Sob essa perspectiva, a troca de treinador deixa de ser apenas uma decisão técnica. Ela também se transforma em uma estratégia de gestão de risco político.

Na economia, esse tipo de comportamento é frequentemente explicado pelos incentivos enfrentados pelos tomadores de decisão. O dirigente não escolhe necessariamente a alternativa com maior probabilidade de maximizar o desempenho esportivo no longo prazo. Muitas vezes, escolhe aquela que reduz seu custo político no curto prazo.

Isso ajuda a compreender por que vemos demissões repetidas mesmo em clubes que acumulam anos de instabilidade. Em muitos casos, trocar o treinador é mais fácil do que enfrentar problemas estruturais, como um elenco mal planejado, limitações financeiras, falhas de governança, pressão por resultados imediatos ou expectativas incompatíveis com a capacidade econômica do clube.

Esses problemas permanecem. Apenas mudam os protagonistas. Enquanto isso, o treinador deixa o cargo e outro profissional assume a missão de resolver dificuldades que, frequentemente, começaram muito antes de sua chegada.

O treinador muda. O problema permanece.

Talvez a principal contribuição da literatura científica não seja dizer aos clubes quando devem ou não demitir um treinador. Essa decisão continuará dependendo de fatores que nenhum estudo é capaz de observar completamente, como a relação do técnico com o elenco, a qualidade dos treinamentos, o ambiente interno ou a capacidade de implementar mudanças em pouco tempo.

A principal contribuição da ciência é outra: lembrar que resultados esportivos são influenciados por muito mais variáveis do que normalmente estamos dispostos a enxergar.

No futebol, existe uma tendência quase irresistível de atribuir cada vitória ou derrota à última decisão tomada. Se o treinador foi contratado e o time melhorou, ele era a peça que faltava. Se foi demitido e a equipe venceu na rodada seguinte, conclui-se que o problema estava no banco de reservas. Essa forma de interpretar os acontecimentos é intuitiva, mas frequentemente ignora a complexidade do próprio jogo.

O desempenho de uma equipe é resultado da interação entre dezenas de fatores: qualidade do elenco, disponibilidade física dos atletas, calendário, adversários, planejamento, ambiente interno, capacidade financeira, margem de erro nas contratações e, naturalmente, o trabalho da comissão técnica. Reduzir toda essa complexidade à figura do treinador pode tornar as explicações mais simples. Mas dificilmente as torna mais corretas. Talvez seja justamente por isso que a troca de comando continue sendo tão frequente. Ela oferece uma solução visível para um problema cuja origem, muitas vezes, é invisível.

Em outras palavras, demitir um treinador nem sempre significa que o clube encontrou a causa da crise. Em muitos casos, significa apenas que encontrou a única variável que consegue alterar imediatamente.

É por isso que alguns clubes mudam de treinador e conseguem mudar sua trajetória. Mas também é por isso que tantos outros trocam de comandante duas, três ou quatro vezes na mesma temporada sem conseguir alterar o destino.

No fim, a pergunta mais importante talvez nunca tenha sido se vale a pena demitir um treinador. A pergunta correta é outra: o clube está resolvendo a causa do problema ou apenas substituindo o personagem mais visível da história?

Enquanto essa distinção continuar sendo ignorada, o futebol provavelmente seguirá repetindo o mesmo roteiro. Os treinadores continuarão mudando. E muitos dos problemas permanecerão exatamente onde sempre estiveram.

O que os números realmente mostram

Embora cada demissão seja tratada como um caso particular, o futebol profissional produz dados suficientes para que possamos observar padrões. E esses padrões ajudam a compreender por que a discussão é muito mais complexa do que parece.

No Brasil, a troca de treinadores deixou de ser um evento extraordinário para se tornar parte do funcionamento normal da competição. Um estudo que analisou as edições do Campeonato Brasileiro entre 2003 e 2018 identificou 594 mudanças de comando técnico, uma média de 37 trocas por temporada, colocando a Série A brasileira entre as competições com maior rotatividade de treinadores do mundo. No mesmo período, a permanência média de um treinador durante o campeonato foi de apenas 65 dias, pouco mais de dois meses.

Essa elevada rotatividade naturalmente leva à impressão de que trocar treinadores faz parte da estratégia competitiva dos clubes. Mas os próprios números sugerem outra interpretação.

Uma pesquisa publicada na Revista Brasileira de Futebol, analisando 298 treinadores que passaram pela Série A entre 2016 e 2021, encontrou uma associação bastante clara entre instabilidade e desempenho esportivo. As equipes que terminaram o campeonato na zona de rebaixamento realizaram, em média, 3,32 trocas de treinador por temporada, enquanto os clubes que terminaram entre os seis primeiros colocados trocaram apenas 1,80 treinador em média, uma diferença de quase 85%. No conjunto da amostra, equipes de baixo aproveitamento trocaram, em média, 87,2% mais treinadores do que equipes de alto aproveitamento.

Naturalmente, esses números não significam que as demissões provocam o rebaixamento. A relação de causalidade pode ocorrer exatamente no sentido contrário: equipes que acumulam maus resultados tendem a demitir mais treinadores. Mas justamente por isso eles revelam um aspecto importante do problema. Se a troca de comando fosse, por si só, uma solução altamente eficaz, seria razoável esperar que os clubes que mais recorrem a essa estratégia apresentassem desempenho superior. O que os dados mostram é exatamente o oposto.

Essa conclusão aparece também em pesquisas econométricas realizadas com dados do próprio futebol brasileiro. Um estudo desenvolvido na Universidade Federal da Paraíba, utilizando informações de nove edições do Campeonato Brasileiro e técnicas estatísticas capazes de comparar clubes em situações semelhantes, identificou melhora de desempenho logo após a substituição do treinador. Entretanto, quando essa análise é ampliada para um horizonte maior de partidas, o efeito deixa de apresentar significância estatística. Em outras palavras, a melhora imediata existe, mas tende a desaparecer conforme a temporada avança.

Esses resultados ajudam a reconciliar duas percepções aparentemente contraditórias. O torcedor está correto ao lembrar de diversos casos em que um novo treinador mudou o ambiente e produziu vitórias rapidamente. Mas a literatura científica também está correta ao afirmar que esse efeito, quando observado em centenas de equipes ao longo de muitos anos, é muito menor do que nossa intuição costuma sugerir.

O desafio, portanto, não é explicar por que alguns treinadores mudam a trajetória de determinados clubes. O verdadeiro desafio é compreender por que essa mesma estratégia produz resultados tão diferentes quando repetida dezenas de vezes em contextos distintos. É justamente aí que a qualidade do diagnóstico passa a ser mais importante do que a própria decisão de trocar o comandante.

O futebol não está sozinho

A tendência de substituir rapidamente a pessoa mais visível quando os resultados decepcionam não nasceu no futebol. Ela aparece repetidamente em governos, empresas, forças armadas e praticamente qualquer organização submetida à pressão por desempenho.

Quando uma empresa deixa de crescer, o CEO frequentemente é substituído. Quando uma economia entra em recessão, ministros da Fazenda costumam perder o cargo. Em grandes companhias abertas, resultados trimestrais abaixo das expectativas frequentemente desencadeiam mudanças na alta administração antes mesmo que seja possível avaliar se o problema decorre de decisões gerenciais, mudanças no mercado ou fatores externos sobre os quais os executivos tinham pouca influência.

Em todos esses casos existe um elemento em comum: mudar a liderança é muito mais simples do que corrigir as causas estruturais que produziram os maus resultados.

Uma empresa pode perder competitividade porque seu modelo de negócios ficou obsoleto, porque seus concorrentes inovaram mais rapidamente ou porque o mercado mudou. Um governo pode enfrentar dificuldades por fatores internacionais que escapam ao seu controle. Da mesma forma, um clube pode viver uma temporada ruim por limitações financeiras, um elenco mal montado, lesões sucessivas ou simplesmente porque seus adversários construíram equipes superiores.

Ainda assim, substituir quem ocupa a posição de maior visibilidade costuma ser a resposta mais imediata.

Isso ocorre porque organizações não precisam apenas produzir resultados. Elas também precisam demonstrar capacidade de reação. A troca de liderança envia uma mensagem clara a investidores, conselheiros, torcedores, patrocinadores ou eleitores: alguma providência foi tomada.

No futebol, essa dinâmica é ainda mais intensa porque os ciclos são extremamente curtos. Um presidente pode enfrentar protestos após duas ou três derrotas consecutivas. A imprensa precisa explicar diariamente o momento do clube. A torcida exige respostas imediatas. Patrocinadores observam a repercussão pública. Nesse ambiente, decisões de longo prazo frequentemente perdem espaço para medidas capazes de produzir efeitos políticos imediatos.

Talvez seja justamente por isso que a troca de treinador continue sendo uma das decisões mais recorrentes do esporte. Ela não sobrevive há tantas décadas porque seja sempre a melhor solução técnica. Sobrevive porque, diante dos incentivos enfrentados pelos dirigentes, frequentemente representa a decisão politicamente mais segura.

Compreender esse mecanismo não elimina a necessidade de demitir treinadores quando o trabalho realmente se esgota. Mas ajuda a explicar por que tantas mudanças acontecem mesmo quando as evidências sugerem que as causas da crise continuam exatamente onde sempre estiveram.

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