Barcelona é o segundo clube da história a faturar 1 bilhão de euros. Então por que ainda tem problemas financeiros?

camp nou grass

O Barcelona alcançou em 2025/26 uma marca que, considerando receitas recorrentes do futebol em bases comparáveis, até então apenas o Real Madrid havia atingido: superar €1 bilhão em uma temporada. As contas aprovadas pelos associados em setembro registram €1,06 bilhão em receitas ordinárias, €66 milhões a mais do que no exercício anterior e um novo recorde para o clube.

A ressalva sobre o critério é importante. No futebol europeu existem diferentes formas de apresentar faturamento. Alguns clubes consolidam outras modalidades esportivas, subsidiárias e receitas provenientes da negociação de jogadores, enquanto levantamentos como a Deloitte Football Money League procuram padronizar a comparação e excluem, entre outros itens, receitas de transferências.

É por isso que podem ser encontrados números aparentemente contraditórios. O Bayern de Munique, por exemplo, anunciou faturamento total de €1,017 bilhão em 2023/24 considerando um perímetro mais amplo, que incluía outras empresas e atividades do grupo. Porém, na metodologia da Deloitte sua receita de futebol naquela temporada ficou em aproximadamente €765 milhões. O próprio Barcelona havia divulgado €1,259 bilhão de receita operacional consolidada em 2022/23, exercício marcado também por operações extraordinárias realizadas durante sua reestruturação financeira.

Portanto, a afirmação de que o Barcelona é o segundo clube a ultrapassar €1 bilhão precisa ser compreendida dentro de um critério comparável de receitas recorrentes do futebol, sem simplesmente adicionar venda de jogadores, outras modalidades ou operações extraordinárias.

Nesse universo, a sequência histórica está documentada até 2024/25. O Real Madrid foi reconhecido pela Deloitte como o primeiro clube de futebol a superar €1 bilhão, em 2023/24. Na edição seguinte da Football Money League, referente a 2024/25, continuava sendo o único acima dessa marca, com aproximadamente €1,16 bilhão. O Barcelona aparecia com €974,8 milhões, seguido por Bayern de Munique, Paris Saint-Germain, Liverpool e Manchester City, todos abaixo de €900 milhões.

Há ainda uma diferença metodológica que precisa ser transparente. Os €1,06 bilhão de 2025/26 são receitas ordinárias divulgadas pelo próprio Barcelona, e não um número já calculado pela Deloitte. Na temporada anterior, o clube informou €994 milhões, enquanto a Deloitte reconheceu €974,8 milhões em sua metodologia comparável, uma diferença de aproximadamente 2%. Mesmo uma diferença semelhante aplicada aos €1,06 bilhão manteria o Barcelona acima da barreira de €1 bilhão, mas a confirmação padronizada dependerá da próxima edição da Money League.

Essa ressalva é especialmente necessária porque, em 6 de outubro de 2026, as contas de 2025/26 de alguns dos principais candidatos europeus ainda não haviam sido publicadas. O Liverpool divulgou suas contas de 2024/25 em 27 de fevereiro de 2026 e, seguindo seu calendário habitual, as referentes a 2025/26 são esperadas apenas em 2027. O Bayern de Munique tradicionalmente apresenta seus resultados na assembleia anual realizada em novembro, enquanto o Manchester City costuma publicar seu relatório anual nos últimos meses do ano. O Paris Saint-Germain também ainda não havia apresentado contas públicas comparáveis referentes a 2025/26. Real Madrid e Manchester United, por sua vez, já divulgaram seus números da temporada e ficaram, respectivamente, acima e abaixo da marca de €1 bilhão.

O feito do Barcelona é, portanto, extraordinário, mas precisa ser descrito com o critério correto. E as mesmas contas que mostram €1,06 bilhão em receitas revelam outra realidade: o clube encerrou o exercício com prejuízo líquido de €18 milhões e patrimônio líquido negativo em €168 milhões.

Como uma instituição capaz de gerar mais de €1 bilhão em apenas um ano ainda pode enfrentar problemas financeiros?

A resposta começa pela diferença entre faturar muito e efetivamente transformar esse faturamento em lucro, caixa e fortalecimento do balanço.

Faturamento não é dinheiro disponível

Quando se diz que o Barcelona faturou €1,06 bilhão, isso não significa que o clube tenha €1,06 bilhão disponíveis em caixa. Receita representa aquilo que a atividade econômica produziu durante determinado período. Dessa receita precisam ser pagos salários, amortizações de jogadores, despesas administrativas, custos de funcionamento, juros, fornecedores e inúmeras outras obrigações.

As próprias contas do Barcelona demonstram como essa diferença pode ser enorme. Apesar dos €1,06 bilhão em receitas ordinárias, o resultado ordinário do exercício foi positivo em apenas €200 mil. Depois dos efeitos extraordinários e dos impostos, o resultado final passou para um prejuízo líquido de €18 milhões. O EBITDA realizado divulgado pelo clube foi positivo em €140 milhões.

Esses números não são contraditórios porque medem coisas diferentes. Uma organização pode movimentar enormes quantidades de dinheiro e ainda apresentar margens pequenas ou até prejuízo depois que custos, despesas financeiras, amortizações, depreciações, ajustes contábeis e impostos são considerados.

Por isso que faturamento, isoladamente, não permite determinar a saúde financeira de um clube. No caso do Barcelona, a receita voltou a uma escala extraordinária. O desafio agora é fazer com que uma parcela maior dessa receita permaneça na organização e contribua para reduzir obrigações e reconstruir seu patrimônio.

A recuperação econômica é real

Reconhecer que os problemas não desapareceram também não significa ignorar a transformação ocorrida nos últimos anos.

Na temporada 2024/25, mesmo ainda disputando suas partidas como mandante no Estadi Olímpic Lluís Companys, o Barcelona registrou €994 milhões em receitas ordinárias. Os patrocínios alcançaram €259 milhões e a Barça Licensing & Merchandising registrou €170 milhões em faturamento.

Em 2025/26, as receitas ordinárias avançaram para €1,06 bilhão. O clube atribui o crescimento principalmente à recuperação das receitas relacionadas ao estádio, à expansão dos patrocínios e ao desempenho de suas atividades comerciais.

Também ocorreu uma transformação importante na relação entre os custos esportivos e as receitas. No comunicado oficial das contas, o Barcelona afirma que os custos esportivos representaram 53% da receita operacional, depois de essa proporção ter chegado a 98% em 2020/21. Já o material orçamentário do clube aponta a massa salarial esportiva de 2025/26 em aproximadamente €571 milhões e a relaciona a 54% da receita, projetando para 2026/27 €636 milhões e uma proporção de 53%. O material divulgado pelo Barcelona não detalha suficientemente a base de cálculo de cada um desses indicadores para que sejam tratados como exatamente equivalentes.

O que os dados permitem afirmar com segurança é que houve uma redução muito expressiva do peso dos custos esportivos em relação à situação encontrada em 2020/21. Quando praticamente toda a receita de uma organização é consumida pelo futebol, sobra muito pouco espaço para financiar as demais atividades. Uma relação atualmente pouco acima da metade das receitas representa uma estrutura operacional consideravelmente menos pressionada.

Portanto, seria incorreto afirmar que o Barcelona permanece na mesma situação financeira de alguns anos atrás. A capacidade de produzir receita aumentou, o peso relativo dos custos esportivos diminuiu e a atividade comercial voltou a crescer.

O problema é que recuperar a operação não elimina imediatamente os efeitos acumulados no balanço.

O número que mostra o problema acumulado

Enquanto a demonstração de resultados apresenta receitas recordes, o balanço contém um indicador muito menos confortável: o patrimônio líquido do Barcelona permanece negativo em €168 milhões.

Patrimônio líquido negativo não significa que o Barcelona, como marca ou organização esportiva, “vale menos que zero”. O valor econômico de uma instituição global, sua capacidade futura de geração de receita, seus direitos comerciais e outros ativos podem ser muito diferentes dos valores reconhecidos contabilmente.

Mas também seria um erro tratar o indicador como irrelevante.

O patrimônio líquido registra de maneira acumulada os efeitos dos ativos, passivos e resultados da organização. Quando permanece negativo, existe evidência contábil de que a recuperação operacional ainda não foi suficiente para reconstruir completamente o balanço.

As contas de 2025/26 também sofreram impacto relacionado à Barça Produccions. O clube reconheceu aproximadamente €23 milhões em impairment, uma redução contábil do valor desse ativo.

É nesse ponto que aparece uma diferença fundamental entre produzir €1 bilhão em receita durante uma temporada e reparar os efeitos financeiros acumulados durante vários anos.

A dívida voltou a aumentar

O endividamento acrescenta outro elemento importante à análise. Pelo critério utilizado pela LaLiga, a dívida financeira líquida do Barcelona chegou a €607 milhões em 30 de junho de 2026, contra €469 milhões no exercício anterior. Isso representa um aumento de €138 milhões, aproximadamente 29%, interrompendo a trajetória de redução observada desde os níveis mais elevados alcançados nos anos anteriores.

A dívida financeira bruta, por sua vez, chegou a aproximadamente €910 milhões, €43 milhões acima do exercício anterior.

Esses números pertencem ao perímetro financeiro do clube e são relevantes porque mostram que a recuperação das receitas ainda não se converteu em redução contínua do endividamento. Em uma temporada de faturamento recorde, a dívida líquida considerada pelo critério da LaLiga voltou a crescer.

Mas falar em “dívida total do Barcelona” exige outra observação.

O financiamento estruturado do Espai Barça possui características próprias e não deve ser simplesmente somado aos €910 milhões como se todas as obrigações constituíssem uma única dívida financeira homogênea. A Morningstar DBRS considera a estrutura do Espai Barça separadamente para determinadas métricas de sua análise de crédito, em linha com a segregação jurídica e financeira criada para o projeto.

Isso não torna o financiamento do estádio economicamente irrelevante para o Barcelona. Significa apenas que existem diferentes perímetros de endividamento e que apresentar a soma de todos eles como um único número, sem explicar essas diferenças, produziria uma fotografia financeira enganosa.

O Camp Nou é simultaneamente uma obrigação e uma aposta no futuro

Poucos ativos representam tão bem o paradoxo financeiro atual do Barcelona quanto o Spotify Camp Nou.

A estrutura de financiamento do Espai Barça foi anunciada pelo Barcelona em 2023 em €1,45 bilhão. No comunicado mais recente sobre o financiamento do projeto, publicado em setembro de 2026, o clube apresenta a estrutura aprovada em 2023 com valor total de aproximadamente €1,485 bilhão. Desde então, partes desse financiamento vêm sendo reorganizadas por meio de refinanciamentos destinados a adequar os vencimentos à evolução das obras e à geração futura de receitas do estádio.

Em setembro de 2026, os associados aprovaram uma operação de €510 milhões vinculada ao projeto. Desse total, €300 milhões são destinados à conclusão das obras do Spotify Camp Nou e €210 milhões serão captados através de duas emissões de Media Notes de €105 milhões cada, lastreadas em receitas audiovisuais futuras provenientes de LaLiga e UEFA.

É importante não interpretar esses €510 milhões simplesmente como um valor adicional a ser somado aos €1,485 bilhão hoje apresentados pelo clube para a estrutura aprovada em 2023. O próprio Barcelona enquadra a operação dentro da estrutura financeira do Espai Barça e informa que mais de €500 milhões foram refinanciados nos últimos anos.

A estrutura é complexa porque o estádio funciona simultaneamente como origem de compromissos financeiros e como um dos principais instrumentos para ampliar a capacidade futura de geração de receitas.

Durante o período em que precisou atuar no Estadi Olímpic Lluís Companys, o Barcelona informa ter desembolsado aproximadamente €17 milhões em despesas operacionais e €24 milhões em investimentos relacionados à permanência em Montjuïc. Ao mesmo tempo, os atrasos no retorno ao Camp Nou postergaram receitas que deveriam ser produzidas pelo novo estádio.

A lógica econômica do projeto depende exatamente da inversão dessa situação.

O estádio precisa passar de custo a gerador de caixa

O Barcelona aprovou para 2026/27 um orçamento de €1,195 bilhão em receitas. O clube também trabalha com a expectativa de que a utilização ampliada do Spotify Camp Nou possa acrescentar aproximadamente €60 milhões às receitas relacionadas a bilheteria, hospitality, museu e outras atividades.

Esses números são projeções do Barcelona e estão sujeitos ao cronograma das obras, à capacidade efetivamente disponível e à utilização do estádio. Não devem ser tratados como receitas já realizadas.

Essa separação é especialmente importante porque o cronograma do Camp Nou sofreu atrasos. A capacidade do Barcelona de atingir suas próprias metas financeiras dependerá, entre outros fatores, do ritmo de conclusão da reforma e da velocidade com que os novos produtos comerciais do estádio poderão ser explorados.

No horizonte mais longo, a ambição é ainda maior. O Barcelona projeta receitas superiores a €1,45 bilhão e EBITDA acima de €370 milhões em 2030/31, quando espera que o Espai Barça esteja plenamente operacional.

Novamente, são projeções, não resultados realizados. Mas elas mostram por que o estádio ocupa posição central na estratégia financeira do clube. O Barcelona está assumindo compromissos elevados para construir um ativo que deverá ampliar estruturalmente sua capacidade de produzir receitas durante décadas.

Um estádio moderno vale muito mais do que a bilheteria

Essa transformação pode ser observada na comercialização das áreas premium.

O Barcelona anunciou aproximadamente 2 mil novas licenças de assentos VIP no Spotify Camp Nou, comercializadas por períodos de 15 ou 30 anos, com expectativa de aproximadamente €700 milhões em receitas comprometidas ao longo desses contratos.

Isso não significa €700 milhões de receita em uma única temporada. Trata-se de contratos de longo prazo relacionados à exploração de espaços premium durante muitos anos.

O número mostra como a economia dos grandes estádios mudou. Hospitality, camarotes, assentos premium, museus, lojas, restaurantes, eventos corporativos, naming rights e utilização comercial em dias sem partidas transformaram os estádios em plataformas permanentes de geração de receita.

Essa mudança ajuda a explicar por que Barcelona e Real Madrid investiram valores tão elevados na modernização de suas arenas. O objetivo não é simplesmente colocar mais pessoas nas arquibancadas, mas aumentar significativamente a receita produzida por cada evento e pelo próprio estádio durante todo o ano.

O Real Madrid mostra por que receita e saúde financeira não são sinônimos

A comparação com o Real Madrid é particularmente útil porque os dois clubes operam atualmente em uma escala de receitas superior a €1 bilhão, mas apresentam estruturas financeiras muito diferentes.

O Real Madrid encerrou 2025/26 com €1,221 bilhão em receitas operacionais antes das transferências de jogadores. O EBITDA chegou a €287,4 milhões e o lucro líquido após impostos ficou em €26,3 milhões.

Excluindo especificamente o projeto de reforma do Santiago Bernabéu, o clube informou patrimônio líquido positivo de aproximadamente €624 milhões, €83 milhões em caixa e dívida líquida próxima de €9 milhões.

A reforma do Bernabéu possui sua própria dimensão financeira. Até junho de 2026, o investimento acumulado no projeto havia alcançado aproximadamente €1,408 bilhão, enquanto a dívida vinculada à reforma estava próxima de €1,108 bilhão.

A comparação não significa que um modelo possa ser simplesmente transplantado para o outro. Ela demonstra algo mais elementar: dois clubes podem produzir mais de €1 bilhão em receitas e, ainda assim, apresentar balanços completamente diferentes.

O número que aparece no topo da demonstração de resultados não conta toda a história.

As regras financeiras também não olham apenas para faturamento

Outra forma de compreender essa diferença está nas regras financeiras da UEFA.

Desde 2025, a regra de custo do elenco estabelece um limite de 70% para a relação entre determinados custos esportivos e as receitas consideradas pelo regulamento. O cálculo incorpora, entre outros elementos, salários de jogadores e treinadores, amortizações relacionadas a transferências e custos de agentes.

A forte redução do peso relativo dos custos esportivos apresentada pelo Barcelona demonstra uma melhora importante em relação ao quadro encontrado alguns anos atrás, mas isso não significa que todos os problemas regulatórios tenham desaparecido.

Em 2025, a UEFA estabeleceu com o Barcelona um acordo de dois anos relacionado ao cumprimento das regras de sustentabilidade financeira. A penalidade potencial chega a €60 milhões, dos quais €15 milhões são incondicionais. O acordo também estabelece restrições condicionais, inclusive relacionadas ao registro de novos jogadores nas competições europeias, caso as condições financeiras previstas para o período de avaliação não sejam cumpridas.

O episódio mostra novamente por que receita elevada, lucro contábil, endividamento e cumprimento das regras financeiras são conceitos relacionados, mas não equivalentes.

Afinal, o Barcelona ainda está em crise?

A resposta mais fiel aos números não cabe nos extremos.

Dizer simplesmente que o Barcelona está “quebrado” ignora uma recuperação operacional evidente. O clube ultrapassou €1 bilhão em receitas ordinárias, reduziu drasticamente o peso relativo dos custos esportivos e reconstruiu áreas importantes de sua operação comercial.

Mas afirmar que a crise financeira acabou seria igualmente inadequado.

A Morningstar DBRS mantém rating BBB para o Barcelona. Em julho de 2026, porém, a agência alterou a perspectiva do rating de positiva para estável, relacionando a mudança ao cronograma do Espai Barça e à necessidade de financiamento extraordinário para a fase final do projeto. A avaliação continua reconhecendo a capacidade econômica do clube e a robustez de seu projeto futuro, mas a mudança da perspectiva mostra que a execução do estádio permanece uma variável relevante para seu perfil de crédito.

Ao mesmo tempo, o Barcelona apresenta patrimônio líquido negativo em €168 milhões, encerrou 2025/26 com prejuízo líquido de €18 milhões e viu sua dívida financeira líquida pelo critério da LaLiga subir de €469 milhões para €607 milhões.

Esses três números são fundamentais porque impedem uma leitura excessivamente otimista do recorde de faturamento.

O Barcelona conseguiu reconstruir sua capacidade de gerar receita mais rapidamente do que conseguiu reconstruir seu balanço. Essa talvez seja a maneira mais precisa de descrever sua situação atual.

O bilhão impressiona, mas não responde à pergunta sozinho

O Barcelona voltou a demonstrar uma capacidade econômica que pouquíssimas organizações esportivas possuem. Seus €1,06 bilhão em receitas ordinárias representam um recorde e, considerando um critério comparável de receitas recorrentes do futebol, colocam o clube no território que até então apenas o Real Madrid havia ocupado.

Mas a principal lição das próprias contas do Barcelona está naquilo que o número de €1 bilhão não consegue mostrar.

Receita mede o tamanho da atividade econômica. Lucro mostra o resultado depois de receitas e despesas. Caixa determina a capacidade imediata de pagamento. Dívida representa compromissos financeiros assumidos. Patrimônio líquido registra os efeitos acumulados desses resultados e obrigações no balanço.

Nenhuma dessas métricas substitui as demais.

O Barcelona voltou a ser uma máquina extraordinária de geração de receita, mas terminou a mesma temporada com prejuízo, patrimônio líquido negativo e aumento da dívida financeira líquida.

O próximo passo da recuperação não é simplesmente faturar mais. É transformar essa enorme capacidade comercial em resultados recorrentes, geração de caixa, fortalecimento patrimonial e redução consistente do endividamento.

É por isso que superar €1 bilhão em receitas pode ser um marco histórico e, ao mesmo tempo, não significar que os problemas financeiros estejam resolvidos.

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