Por que os clubes de futebol se tornaram alguns dos ativos mais disputados do mundo?

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O caso West Ham e a transformação silenciosa do futebol

Quando a Reuters noticiou que um consórcio liderado por Amanda Staveley havia chegado a um acordo para adquirir a participação de 25,1% pertencente à família Gold no West Ham United, a cobertura da imprensa concentrou-se, naturalmente, nos personagens da negociação. O histórico de Staveley no Newcastle, o valor estratégico da participação e a possibilidade de uma mudança na estrutura acionária dominaram os principais veículos especializados. Ainda assim, talvez a questão mais interessante daquela operação tenha passado despercebida.

Afinal, por que uma participação minoritária em um clube de futebol desperta tamanho interesse? Por que um ativo incapaz de garantir, por si só, o controle da instituição mobiliza investidores internacionais, escritórios de advocacia, consultores financeiros e um complexo conjunto de mecanismos societários antes mesmo de a operação ser concluída?

O próprio caso do West Ham ajuda a responder parte dessa pergunta. Embora vendedor e comprador tenham chegado a um acordo comercial, até a data de publicação desse artigo, a transferência das ações ainda depende do cumprimento do procedimento de preempção previsto no acordo de acionistas. Os atuais sócios possuem o direito de igualar a proposta e assumir aquela participação antes que um novo investidor passe a integrar a estrutura societária do clube. Isso significa que existe um contrato para a venda, mas a venda propriamente dita ainda não ocorreu.

Esse detalhe jurídico revela uma mudança muito mais profunda. O verdadeiro valor de um clube deixou de estar apenas no que acontece dentro de campo e passou a envolver uma sofisticada estrutura patrimonial, societária e econômica. Comprar uma participação em uma instituição esportiva já não representa apenas adquirir um percentual de ações. Dependendo da organização societária, significa disputar espaço dentro de um ativo que combina marca, patrimônio cultural, audiência global, direitos comerciais e capacidade permanente de geração de receitas.

Obviamente esse fenômeno não se restringe ao West Ham. Nos últimos anos, fundos de investimento, grupos multiclubes, family offices, empresários, conglomerados internacionais e até fundos soberanos passaram a disputar participações em clubes espalhados pelos principais mercados do futebol mundial. A velocidade com que esse movimento se intensificou chama atenção justamente porque ele parece contrariar uma percepção amplamente difundida.

Administrar um clube continua sendo uma atividade de elevado risco. Os resultados esportivos permanecem imprevisíveis, as folhas salariais consomem parcela significativa das receitas, o mercado de transferências impõe custos crescentes e poucos setores convivem com tamanho nível de pressão institucional e emocional. Ainda assim, o interesse por essas organizações nunca foi tão grande.

Essa aparente contradição conduz à verdadeira questão que este artigo pretende responder.

Se os clubes continuam sendo negócios complexos, voláteis e, muitas vezes, pouco lucrativos, por que se transformaram em alguns dos ativos mais disputados da economia global?

Responder a essa pergunta exige abandonar uma ideia que durante muito tempo orientou a forma como o futebol era analisado. Durante décadas, acreditou-se que um clube valia essencialmente por aquilo que arrecadava ou pelos títulos que conquistava. Hoje, essa visão tornou-se ultrapassada. O valor de uma instituição esportiva passou a ser determinado por um conjunto muito mais amplo de fatores, muitos deles situados fora das quatro linhas.

Foi essa transformação silenciosa, muito mais do que a negociação envolvendo o West Ham, que alterou definitivamente a posição dos clubes dentro da economia contemporânea.

O futebol deixou de vender apenas partidas

Durante muito tempo, a economia do futebol foi relativamente fácil de compreender. O jogo era o centro de tudo. A receita dependia da bilheteria, das contribuições dos associados, de contratos de patrocínio ainda modestos e, em alguns casos, da venda de atletas. A organização existia para colocar um time em campo aos fins de semana, todas as demais atividades orbitavam essa finalidade.

Essa lógica deixou de existir.

O jogo continua sendo o principal produto do futebol, mas já não é sua única fonte de valor. Na verdade, ele passou a funcionar como o ponto de partida de uma cadeia econômica muito mais ampla, capaz de gerar receitas antes, durante e depois do apito final.

Um clube de futebol moderno dificilmente fica “parado” entre uma partida e outra. Enquanto o calendário esportivo segue seu curso, a instituição produz conteúdo para plataformas digitais, licencia produtos, ativa patrocinadores, vende experiências, desenvolve programas de hospitalidade, amplia sua presença internacional e mantém milhões de torcedores conectados diariamente por meio das redes sociais. O espetáculo continua acontecendo mesmo quando a bola não está rolando.

Essa transformação acompanhou uma mudança igualmente profunda na própria economia mundial.

O futebol deixou de disputar atenção apenas com outras modalidades esportivas. Hoje, compete com plataformas de streaming, redes sociais, videogames, podcasts, influenciadores digitais e inúmeras formas de entretenimento disponíveis em qualquer tela. Em vez de reduzir sua relevância, esse novo ambiente acabou valorizando ainda mais as marcas capazes de reunir comunidades fiéis e produzir conteúdo de forma permanente.

Os números revelam a dimensão da mudança. De acordo com a Deloitte, o mercado europeu de futebol ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 40 bilhões de euros em receitas, alcançando 40,2 bilhões de euros na temporada 2024/25. As cinco principais ligas do continente concentraram 21,6 bilhões de euros, mais da metade de toda a riqueza produzida pelo futebol europeu. Mais importante do que o crescimento em si é sua origem: a expansão deixou de depender apenas da venda de ingressos ou dos contratos tradicionais de televisão e passou a ser impulsionada por receitas comerciais, internacionalização das marcas, novos modelos de mídia e exploração cada vez mais sofisticada dos ativos dos clubes.

Esses dados revelam algo importante. O crescimento da indústria não ocorreu apenas porque mais pessoas passaram a assistir ao futebol. O que mudou foi a quantidade de oportunidades econômicas criadas a partir de um mesmo torcedor.

Essa mudança alterou também a forma como investidores passaram a avaliar o setor.

Quem observa apenas o balanço financeiro de uma temporada enxerga um negócio fortemente condicionado pelo desempenho esportivo. Essa percepção continua correta, mas já não é suficiente para explicar o interesse crescente pelo mercado. Os clubes deixaram de ser vistos apenas como organizações responsáveis por disputar campeonatos. Passaram a ser compreendidos como plataformas capazes de conectar esporte, entretenimento, mídia, consumo e relacionamento em escala global.

Essa talvez tenha sido a mudança mais importante vivida pelo futebol nas últimas décadas.

Quando esse processo é observado em perspectiva, a negociação envolvendo o West Ham deixa de parecer um caso isolado. Ela passa a representar apenas mais um capítulo de uma transformação muito maior: a entrada definitiva dos clubes de futebol no universo dos grandes ativos estratégicos da economia contemporânea.

Por que investidores querem comprar clubes?

A resposta mais intuitiva para essa pergunta costuma ser também a mais incompleta: porque o futebol movimenta muito dinheiro. Embora a indústria esportiva tenha alcançado dimensões econômicas sem precedentes, limitar a análise ao aspecto financeiro significa ignorar justamente aquilo que diferencia um clube de futebol da maior parte dos ativos disponíveis no mercado.

Poucos setores reúnem compradores com motivações tão distintas.

Há investidores que enxergam um clube da mesma forma que analisariam uma empresa de outro segmento. Avaliam receitas, potencial de crescimento, eficiência operacional, perspectivas de valorização e possibilidades de desinvestimento no futuro. Para esse grupo, a aquisição faz parte de uma estratégia patrimonial. O objetivo não é apenas administrar uma instituição esportiva, mas aumentar seu valor ao longo do tempo por meio de uma gestão mais eficiente, da expansão das receitas comerciais, da internacionalização da marca ou da modernização da estrutura administrativa.

Essa lógica explica a presença crescente de fundos de investimento e gestores especializados no futebol. Eles não compram clubes porque acreditam que o esporte seja uma atividade simples ou altamente lucrativa. Compram porque identificam ativos que, em sua avaliação, ainda podem ser melhor explorados.

Mas essa é apenas uma das racionalidades presentes no mercado.

Para muitos grupos empresariais, um clube representa algo muito maior do que um investimento isolado. Nessa situação, o clube passa a ser parte de uma cadeia de negócio vertical com objetivo de fortalecer outras atividades do grupo, ampliar mercados, compartilhar estruturas ou potencializar ativos que, analisados separadamente, pareceriam desconectados do futebol.

As redes de multipropriedade ilustram bem esse fenômeno. Um mesmo conglomerado pode utilizar clubes diferentes para desenvolver atletas, expandir sua presença internacional, compartilhar metodologias, reduzir custos operacionais ou fortalecer negociações comerciais. O valor da operação, portanto, não está apenas no desempenho individual de cada equipe, mas na forma como todas elas interagem dentro de uma estratégia global.

Existe, entretanto, uma terceira dimensão que costuma receber menos atenção e que, em alguns casos, é tão importante quanto a própria lógica econômica.

Nem todos os investidores compram clubes porque esperam maximizar o retorno financeiro do clube ou da cadeia de negócio em que está inserido. Alguns buscam algo que sequer chega perto de aparecer nas demonstrações contábeis.

Controlar uma instituição centenária significa administrar uma marca reconhecida mundialmente, relacionar-se com milhões de pessoas, frequentar espaços de decisão do futebol internacional e participar de um ambiente onde circulam empresários, dirigentes, patrocinadores, governos e grandes grupos econômicos. Essa posição produz influência, visibilidade e acesso a redes de relacionamento que dificilmente seriam obtidos por meio de outros investimentos.

Há situações em que esse componente institucional se torna mais relevante do que a rentabilidade do próprio clube, o que justifica investimentos que nunca terão retorno econômico positivo no balanço financeiro.

Por isso, existem proprietários movidos por razões que nenhuma análise financeira consegue medir com precisão. Alguns desejam preservar uma instituição ligada à história de sua cidade. Outros pretendem construir um legado familiar ou associar seu nome a uma organização que atravessou gerações. Há ainda aqueles cuja relação com o clube começou muito antes da possibilidade de adquiri-lo. Em outros casos, a aquisição transcende o próprio futebol e passa a integrar estratégias nacionais de projeção internacional, fortalecimento da imagem do país e expansão de sua influência global por meio do esporte. Paixão, identidade, prestígio, objetivos estratégicos e interesses econômicos deixam, então, de ser fatores concorrentes e passam a coexistir dentro da mesma decisão de investimento.

Essa diversidade de motivações ajuda a explicar por que operações aparentemente semelhantes podem esconder interesses completamente diferentes.

Do lado de fora, dois investidores podem disputar exatamente o mesmo clube. Um deles procura valorização patrimonial. O outro procura influência institucional. Um terceiro deseja integrar aquela equipe a uma rede internacional. Um quarto simplesmente pretende realizar um projeto pessoal.

Todos participam da mesma negociação. Mas nenhum deles está comprando exatamente a mesma coisa.

Talvez seja essa a principal razão pela qual o futebol se tornou um mercado tão singular. Ao contrário da maior parte dos ativos tradicionais, um clube pode oferecer retornos financeiros, estratégicos, reputacionais, políticos e até emocionais ao mesmo tempo. Poucos investimentos conseguem reunir tantas dimensões diferentes em uma única organização, e talvez seja justamente essa combinação que explique por que o interesse por essas instituições continua crescendo mesmo em um ambiente marcado por riscos elevados e resultados frequentemente imprevisíveis.

Clube valioso não significa clube lucrativo

A crescente disputa por clubes de futebol costuma levar a uma conclusão aparentemente lógica: se tantos investidores estão dispostos a pagar cifras cada vez maiores por essas instituições, é porque elas se transformaram em negócios extraordinariamente lucrativos. Embora essa interpretação pareça intuitiva, ela não resiste a uma análise mais cuidadosa.

O futebol continua sendo uma atividade de rentabilidade incerta.

Basta observar os balanços dos principais clubes europeus e brasileiros para perceber que receitas elevadas nem sempre caminham ao lado de resultados financeiros robustos. Em muitos casos, o crescimento da arrecadação é acompanhado por uma expansão igualmente acelerada das despesas, especialmente com salários, contratações, comissões e investimentos esportivos. Quanto mais recursos entram no sistema, maior tende a ser a competição pela contratação dos melhores atletas, criando uma dinâmica em que parte significativa das novas receitas acaba retornando rapidamente ao próprio mercado.

Essa característica faz com que a criação de valor e a geração de lucro nem sempre sigam o mesmo caminho.

Uma organização pode apresentar margens modestas, registrar prejuízos em determinados exercícios e, ainda assim, tornar-se mais valiosa aos olhos dos investidores. À primeira vista, essa afirmação parece contraditória. No entanto, ela é bastante comum em diversos setores da economia.

Um imóvel localizado em uma região altamente valorizada pode produzir um aluguel relativamente baixo quando comparado ao seu preço de mercado. Ainda assim, seu proprietário aceita essa rentabilidade porque acredita que o ativo continuará se valorizando ao longo dos anos. O retorno esperado está menos na renda produzida mensalmente e mais na evolução do patrimônio.

Algo semelhante ocorre com muitos clubes de futebol.

Quando um investidor decide adquirir uma participação societária, dificilmente sua análise se limita ao resultado financeiro do último exercício. O que costuma estar em jogo é uma expectativa muito mais ampla: a expansão das receitas comerciais, a valorização da marca, o fortalecimento da liga em que o clube está inserido, o crescimento dos direitos internacionais de transmissão, a modernização da gestão e, principalmente, a possibilidade de que aquele ativo seja negociado futuramente por um valor superior.

Essa distinção entre geração de caixa e valorização patrimonial é fundamental para compreender o comportamento do mercado.

Fundos de investimento, por exemplo, frequentemente aceitam retornos operacionais modestos quando acreditam que conseguirão aumentar significativamente o valor do ativo durante o período em que permanecerem como proprietários. Nesse modelo, o ganho mais relevante não decorre da distribuição anual de lucros, mas da diferença entre o preço pago na aquisição e o valor obtido na venda da participação alguns anos depois.

Naturalmente, essa estratégia está longe de ser uma garantia de sucesso.

O futebol permanece profundamente dependente de fatores que escapam ao controle dos investidores. Uma sequência de resultados negativos, um rebaixamento, mudanças regulatórias, crises econômicas ou decisões equivocadas de gestão podem comprometer rapidamente o valor construído ao longo de vários anos.

Esse talvez seja um dos maiores paradoxos da indústria.

Ao mesmo tempo em que os clubes passaram a despertar interesse crescente de investidores sofisticados, continuam operando em um ambiente marcado por elevada volatilidade e por riscos que dificilmente seriam aceitos em outros segmentos da economia.

Longe de afastar o capital, essa realidade parece ter produzido um efeito diferente. Os investidores não ignoram essas incertezas; simplesmente passaram a avaliá-las sob outra perspectiva.  Essa mudança de perspectiva ajuda a compreender por que instituições que, muitas vezes, enfrentam dificuldades operacionais continuam atraindo compradores dispostos a investir centenas de milhões de euros.

O mercado deixou de perguntar apenas quanto um clube lucra. Passou a perguntar quanto ele pode valer no futuro.

Os riscos que o mercado também enxerga

Poucas atividades econômicas convivem com um nível de imprevisibilidade comparável ao do futebol.

Uma indústria tradicional consegue projetar demanda, organizar sua produção, controlar custos e estimar receitas com razoável grau de precisão. Um clube, por outro lado, depende diariamente de fatores que escapam ao alcance de qualquer planejamento. Uma lesão, uma sequência de maus resultados, uma eliminação precoce ou um rebaixamento são acontecimentos capazes de alterar, em poucos meses, receitas, patrocínios, audiência, valor do elenco e até o próprio valor da instituição.

Essa dependência do desempenho esportivo cria um desafio que dificilmente encontra paralelo em outros mercados.

Nenhum empresário espera que o faturamento de sua companhia dependa do desempenho de onze funcionários durante noventa minutos. No futebol, essa relação é inevitável. O resultado obtido em campo produz reflexos imediatos sobre praticamente todas as áreas da organização. Uma boa campanha fortalece a marca, amplia a exposição dos patrocinadores, aumenta a venda de produtos, impulsiona a bilheteria e valoriza os atletas. O caminho inverso costuma ser igualmente rápido.

Existe ainda um segundo fator que acompanha a indústria há décadas: a dificuldade em transformar crescimento de receita em crescimento de lucro.

Sempre que o mercado amplia sua capacidade de arrecadação, parte relevante desses recursos acaba absorvido pelo próprio sistema para manter ou aumentar a competitividade esportiva.

A isso se soma uma característica pouco comum em outros setores: a intensa influência da regulação.

Clubes de futebol não operam apenas sob as regras do mercado. Suas atividades são condicionadas por normas editadas por ligas nacionais, federações, FIFA, UEFA e pelos próprios governos. Mudanças nos regulamentos financeiros, nos critérios de licenciamento, na distribuição das receitas de televisão ou nas regras sobre multipropriedade podem alterar substancialmente o ambiente em que um investimento foi realizado.

Mas talvez o maior desafio seja outro. Ao contrário da maioria das empresas, um clube de futebol não responde apenas aos seus proprietários. Ele também responde à sua história.

Responde aos torcedores que o acompanham há gerações, aos símbolos que representam sua identidade, à cidade onde nasceu e à comunidade que o reconhece como parte de seu patrimônio cultural. Essa relação impõe limites que dificilmente aparecem em qualquer plano de negócios.

Uma empresa pode mudar de nome, alterar sua identidade visual, reposicionar sua marca ou transferir sua sede sem provocar grandes consequências emocionais. Um clube raramente dispõe dessa liberdade. Alterações envolvendo escudo, cores, estádio ou tradições costumam provocar reações intensas porque atingem elementos que ultrapassam a esfera econômica. Esse aspecto torna a governança no futebol particularmente delicada.

Administrar um clube exige competência empresarial, mas exige também sensibilidade institucional. O investidor não lida apenas com indicadores financeiros, lida com expectativas, identidade, memória e pertencimento. Muitas decisões que parecem corretas do ponto de vista econômico podem produzir elevado custo reputacional caso desconsiderem a cultura construída ao redor da instituição.

Talvez seja justamente essa combinação de fatores que diferencie o futebol da maior parte dos mercados.

Os investidores conhecem os riscos. Sabem que os resultados são incertos, que a rentabilidade pode oscilar significativamente e que a administração de um clube exige muito mais do que capacidade financeira. Ainda assim, continuam disputando esses ativos porque enxergam um potencial que supera as dificuldades inerentes ao negócio.

Essa constatação ajuda a compreender um ponto importante. O interesse crescente por clubes de futebol não decorre da inexistência de riscos. Decorre da percepção de que, apesar deles, poucos ativos conseguem reunir tantas possibilidades de geração de valor em uma única organização.

Compreender essa mudança talvez seja mais importante do que acompanhar qualquer negociação específica.

Afinal, operações como a do West Ham continuarão acontecendo.

O que realmente merece atenção é a razão pela qual elas acontecem.

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