A maior fábrica de jogadores do mundo? Benfica investe mais de € 15 milhões por ano na base

default

Enquanto o mercado internacional do futebol movimenta bilhões de euros em transferências, o Benfica mantém uma estratégia que combina a contratação de jogadores com o investimento permanente na formação de seus próprios atletas. Segundo a administração do clube português, são destinados mais de € 15 milhões anualmente ao desenvolvimento de jogadores, em uma operação que envolve infraestrutura, captação de talentos, profissionais especializados e diferentes etapas de preparação para o futebol profissional.

A informação foi confirmada em 8 de setembro de 2026 por Nuno Catarino, responsável financeiro da Benfica SAD, durante entrevista ao canal oficial do clube sobre os resultados do exercício 2025/26. Ao explicar a composição das despesas operacionais, o dirigente afirmou que o investimento anual na formação equivale, em termos financeiros, à contratação de um jogador por temporada.

A declaração permite compreender a dimensão econômica de uma atividade frequentemente avaliada apenas pelos resultados das equipes de base. Para o Benfica, a formação representa uma alternativa estratégica de desenvolvimento do elenco, capaz de produzir jogadores para a equipe principal e, posteriormente, gerar receitas por meio de transferências.

O retorno desse investimento não pode ser medido exclusivamente pelo dinheiro recebido nas negociações. Um jogador formado internamente pode disputar dezenas ou centenas de partidas pela equipe principal, participar de conquistas e reduzir a necessidade de contratações externas antes de eventualmente ser vendido. Outros permanecem no clube durante anos, enquanto parte dos atletas desenvolvidos segue carreira em diferentes equipes profissionais.

A experiência do Benfica permite examinar duas dimensões complementares da formação: sua capacidade de gerar receitas no mercado internacional e sua contribuição direta para o desempenho esportivo da equipe principal.

Vinte anos de investimento e uma estrutura de formação permanente

Inaugurado em 22 de setembro de 2006, no Seixal, o Benfica Campus completou duas décadas de funcionamento em 2026. O complexo ocupa uma área de 19 hectares e reúne nove campos de futebol, sendo seis de grama natural, dois sintéticos de dimensões oficiais e um campo sintético coberto de dimensões reduzidas.

A infraestrutura inclui ainda 86 quartos destinados ao alojamento, três academias de musculação, 28 vestiários, três salas de fisioterapia, duas salas de tratamento e consulta, duas salas de avaliação física, auditórios, espaços de estudo e instalações de apoio às atividades esportivas.

Segundo os dados divulgados pelo clube nas comemorações dos 20 anos do Campus, a estrutura de formação reúne 192 atletas em atividade diária, dos quais 76 são residentes, além de 47 treinadores que atuam entre o sub-14 e a equipe B. Considerando todas as atividades desenvolvidas no complexo, o Benfica informa a presença de 206 funcionários próprios e 95 profissionais externos em atividade diária.

Esses números demonstram a dimensão operacional do projeto, mas exigem uma distinção importante. O Benfica Campus também abriga atividades relacionadas à equipe profissional, razão pela qual não seria correto atribuir todos os funcionários e despesas do complexo exclusivamente às categorias de base.

A formação também não começa no Seixal. O clube mantém uma rede de Centros de Formação e Treino distribuídos por diferentes regiões de Portugal, permitindo identificar e acompanhar jovens jogadores antes de sua eventual integração à estrutura central.

Na temporada 2024/25, os centros localizados nos distritos de Aveiro, Braga, Faro, Leiria, Vila Real e Viseu reuniam 261 jogadores distribuídos por 18 equipes. Segundo o Benfica, 172 atletas haviam sido encaminhados desses centros ao Benfica Campus desde o início do projeto, iniciado em 2008.

O funcionamento dessa rede revela uma característica importante do modelo. A identificação e o desenvolvimento inicial dos talentos ocorrem em diferentes regiões do país, enquanto os jogadores selecionados passam progressivamente a integrar uma estrutura centralizada, com maiores exigências técnicas e competitivas.

A equipe B, reativada em 2012, representa outra etapa relevante desse processo. Ao disputar competições profissionais, oferece aos jovens jogadores a possibilidade de enfrentar adversários mais experientes antes de conquistar espaço na equipe principal. Essa transição é particularmente importante porque o desempenho nas categorias de base não garante adaptação imediata às exigências do futebol profissional.

O centro de formação que mais gerou receitas com transferências na última década

O resultado financeiro mais expressivo do modelo aparece no levantamento publicado pelo Observatório do Futebol CIES em 1º de abril de 2026. O estudo, identificado como Weekly Post 540, analisou as receitas atribuídas às transferências de jogadores formados por clubes de diferentes países durante os dez anos anteriores.

O Benfica liderou o ranking mundial, com € 589 milhões em receitas associadas à negociação de jogadores desenvolvidos em sua estrutura. O Ajax apareceu na segunda posição, com € 454 milhões, seguido pelo Chelsea, com € 442 milhões.

Entre os dez primeiros colocados também estavam Sporting, Manchester City, Real Madrid, Palmeiras, Lyon, Monaco e Bayer Leverkusen, evidenciando que a formação de jogadores pode representar uma importante fonte de receitas tanto para clubes europeus quanto sul-americanos.

A liderança do Benfica, entretanto, precisa ser interpretada de acordo com os critérios utilizados pelo CIES. O levantamento considera como clube formador a primeira instituição em que o jogador permaneceu por pelo menos três temporadas entre os 15 e os 21 anos. Também contabiliza valores adicionais previstos nos contratos, independentemente de seu pagamento efetivo, e receitas decorrentes de revendas.

Consequentemente, os € 589 milhões não representam lucro líquido do clube nem necessariamente o montante integral efetivamente recebido pelo Benfica. O levantamento não desconta todos os custos de formação, salários, despesas administrativas e encargos associados às transferências.

A importância do resultado está na capacidade demonstrada pelo clube de desenvolver jogadores que posteriormente alcançam valores elevados no mercado internacional. Essa capacidade não depende exclusivamente de uma única negociação, embora as maiores transferências tenham participação expressiva no resultado acumulado.

A posição do Benfica no ranking também não significa que o clube forme mais jogadores profissionais do que qualquer outra instituição do mundo. O levantamento mede receitas atribuídas às transferências, não a quantidade total de atletas revelados ou a qualidade esportiva de todas as academias.

Os jogadores que transformaram formação em receitas milionárias

Algumas das transferências mais relevantes da história recente do Benfica envolveram jogadores que passaram pela formação do clube e chegaram à equipe principal antes de serem negociados com instituições de maior capacidade financeira.

João Félix foi transferido ao Atlético de Madrid em 2019 por € 126 milhões, em uma das maiores negociações da história do futebol português. A operação envolveu despesas de intermediação e outros custos financeiros, de modo que o valor contratual não correspondeu integralmente a lucro para o Benfica.

Rúben Dias foi negociado com o Manchester City em setembro de 2020 por € 68 milhões fixos, acrescidos de um componente variável de € 3,6 milhões. O zagueiro havia ingressado na formação do Benfica em 2008 e se consolidado na equipe principal antes de sua transferência.

Gonçalo Ramos foi negociado com o Paris Saint-Germain em 2023, em acordo que estabeleceu € 65 milhões fixos e até € 15 milhões adicionais, condicionados ao cumprimento de objetivos contratuais. Antes da transferência, o atacante havia se tornado uma opção importante no setor ofensivo do Benfica.

João Neves também foi transferido ao Paris Saint-Germain, em agosto de 2024. Segundo as demonstrações financeiras oficiais da Benfica SAD, o acordo estabeleceu € 59,9 milhões como montante contratual líquido, com possibilidade de atingir € 69,9 milhões mediante o cumprimento de objetivos. A utilização da expressão contábil “montante líquido” nesse comunicado não significa que a operação tenha produzido lucro líquido equivalente para o clube.

Considerados os valores fixos anunciados, as quatro transferências totalizam aproximadamente € 318,9 milhões. A soma oferece uma dimensão do volume financeiro movimentado por jogadores formados pelo Benfica, mas não constitui uma medida de rentabilidade, pois envolve diferentes exercícios, despesas e condições contratuais.

O aspecto mais relevante é que esses jogadores não foram simplesmente desenvolvidos para venda. Antes de suas transferências, passaram pela equipe principal e contribuíram para a composição do elenco profissional, demonstrando que o retorno esportivo e o financeiro podem ocorrer em momentos diferentes da trajetória de um mesmo atleta.

O retorno esportivo que não aparece nas receitas de transferências

Durante as comemorações dos 20 anos do Benfica Campus, em setembro de 2026, o presidente Rui Costa informou que 79 jogadores formados pelo clube haviam estreado na equipe principal desde a inauguração do centro de treinamento.

O número demonstra que a academia não atua exclusivamente como fornecedora de jogadores para outros clubes. Parte dos atletas desenvolvidos internamente consegue alcançar a equipe principal do próprio Benfica, embora a quantidade de estreias não permita determinar, isoladamente, quantos se consolidaram como titulares ou disputaram um número significativo de partidas.

O exemplo de Rúben Dias ajuda a compreender essa diferença. Antes de ser negociado com o Manchester City, o zagueiro disputou 137 partidas oficiais pelo Benfica, marcou 12 gols e participou da conquista de um Campeonato Português e de uma Supertaça.

Além da receita de € 68 milhões fixos obtida com sua transferência, o clube contou com sua contribuição esportiva durante várias temporadas. Nesse período, Rúben Dias ocupou uma posição no elenco profissional que precisaria ser preenchida por outro jogador caso ele não estivesse disponível.

Esse benefício possui uma dimensão econômica, embora não seja possível atribuir automaticamente um valor financeiro específico à sua utilização. Para calcular quanto o Benfica economizou ao desenvolver o jogador internamente, seria necessário conhecer o custo de uma contratação alternativa, incluindo transferência, remuneração e demais encargos, além de avaliar a equivalência do desempenho esportivo.

O mesmo raciocínio se aplica aos atletas que permanecem no clube. Um jogador formado internamente pode contribuir para a equipe principal durante anos, mesmo que nunca produza uma receita expressiva de transferência. Sua participação esportiva continua representando um resultado do investimento na formação.

Em junho de 2026, o diretor-geral para o futebol do Benfica, Mário Branco, destacou a integração de Daniel Banjaqui, José Neto e Anísio Cabral, jogadores nascidos em 2008, ao elenco profissional. O dirigente também explicou que o clube pretendia avaliar as alternativas existentes internamente antes de definir todas as necessidades de contratação para a temporada seguinte.

Essa orientação revela uma vantagem operacional de manter uma estrutura de formação integrada ao futebol profissional. O clube dispõe de jogadores acompanhados durante diferentes etapas de desenvolvimento e pode avaliar sua capacidade de ocupar determinadas posições antes de recorrer ao mercado.

Isso não elimina a necessidade de contratar atletas externos, mas amplia as alternativas disponíveis para a gestão esportiva. Também pode contribuir para reduzir a exposição financeira a determinadas operações, especialmente quando um jogador formado internamente demonstra condições de desempenhar uma função que exigiria investimento em uma contratação.

Os resultados esportivos da formação

O desempenho das equipes de base também constitui uma dimensão importante da atividade. Desde a inauguração do Benfica Campus, o clube acumulou títulos nacionais e internacionais, incluindo a UEFA Youth League de 2021/22 e a Taça Intercontinental Sub-20 de 2022.

Em 2025, o Benfica conquistou os campeonatos nacionais portugueses das categorias sub-15, sub-17 e sub-19, além da Taça Revelação sub-23. Nas comemorações dos 20 anos do Campus, o clube contabilizou 83 títulos conquistados desde a inauguração da estrutura, considerando diferentes competições e categorias.

Essas conquistas demonstram capacidade competitiva nas etapas de formação, mas não devem ser confundidas com o principal objetivo de um centro de formação profissional. O sucesso nas categorias inferiores não garante que os jogadores alcançarão a equipe principal, assim como a ausência de títulos em determinada temporada não significa necessariamente que o trabalho de desenvolvimento tenha sido inadequado.

O próprio Benfica estabelece a preparação de atletas para o futebol profissional como uma prioridade. Em entrevista publicada em setembro de 2026, Guilherme Müller, diretor-geral do Benfica Campus, afirmou que a missão da estrutura é desenvolver jogadores com capacidade de chegar à equipe principal.

Na mesma publicação, o clube mencionou uma média de 80% de atletas que alcançam o futebol profissional. Entretanto, a informação apresentada não permite identificar com precisão, no material consultado, o universo utilizado no cálculo nem os critérios de acompanhamento. Por isso, o percentual não pode ser interpretado como uma taxa de 80% de aproveitamento na equipe principal do Benfica.

Essa diferença é relevante porque formar um jogador profissional não significa necessariamente prepará-lo para atuar regularmente no elenco principal do próprio clube. Um atleta pode seguir carreira em outra equipe, inclusive em divisões inferiores, e ainda assim representar um resultado do processo formativo.

Quanto o Benfica realmente ganha com a formação?

A análise das demonstrações financeiras da Benfica SAD permite compreender a importância econômica das operações com jogadores, mas também evidencia os limites das informações públicas disponíveis para calcular a rentabilidade específica da formação de atletas.

No exercício de 2025/26, encerrado em 30 de junho de 2026, o Benfica apresentou € 214,4 milhões em receitas operacionais sem direitos de atletas e € 229,4 milhões em despesas operacionais na mesma base. A diferença entre essas rubricas foi negativa em aproximadamente € 15 milhões.

No mesmo exercício, o resultado com direitos de atletas alcançou € 47,4 milhões, contribuindo para um resultado operacional positivo de € 32,4 milhões e um lucro líquido de € 19,1 milhões.

Os números mostram que as operações com direitos de atletas tiveram importância significativa no resultado financeiro da SAD. Entretanto, não seria correto atribuir integralmente os € 47,4 milhões à formação, pois essa rubrica inclui operações com jogadores de diferentes origens, inclusive aqueles adquiridos de outras instituições.

Também é necessário distinguir o investimento anual declarado por Nuno Catarino da diferença negativa entre receitas e despesas operacionais. Embora ambos os valores estejam próximos de € 15 milhões, representam conceitos diferentes. O primeiro corresponde ao investimento anual em formação informado pelo dirigente, o segundo resulta da comparação entre rubricas operacionais da SAD.

Outro cuidado envolve a comparação entre o investimento anual e os € 589 milhões identificados pelo CIES. Não seria metodologicamente correto dividir o total de receitas atribuídas à formação pelos € 15 milhões anuais e apresentar o resultado como uma taxa de retorno sobre o investimento.

O orçamento divulgado em 2026 não demonstra quanto o Benfica investiu em cada um dos dez exercícios considerados pelo levantamento internacional. Além disso, o estudo do CIES utiliza critérios próprios de atribuição de receitas, que não correspondem diretamente ao lucro contábil das operações.

Para calcular a rentabilidade efetiva da formação, seria necessário identificar os investimentos acumulados ao longo das diferentes gerações, os custos diretamente atribuíveis à formação, os valores líquidos efetivamente recebidos com transferências e os benefícios econômicos produzidos pelos jogadores durante sua utilização na equipe principal.

Os documentos públicos consultados não oferecem todos esses elementos de maneira suficientemente detalhada para permitir um cálculo preciso. O que os números comprovam é a capacidade de gerar receitas relevantes e de produzir jogadores aproveitados esportivamente pelo Benfica, não uma taxa específica de lucro sobre o investimento.

A formação como estratégia de gestão e proteção financeira

O modelo do Benfica demonstra que a formação de jogadores pode desempenhar funções diferentes dentro da estratégia de um clube profissional. Além de produzir atletas para o elenco principal, a academia pode gerar receitas de transferências, ampliar as alternativas de montagem da equipe e reduzir a necessidade potencial de determinadas contratações externas.

Porém, esses benefícios não são automáticos. Desenvolver um jogador durante anos não garante que ele alcançará o nível exigido pelo futebol profissional, assim como promover um atleta à equipe principal não significa necessariamente que sua utilização será economicamente mais vantajosa do que a contratação de outro jogador.

A formação envolve riscos esportivos e financeiros. Os clubes precisam investir em infraestrutura, profissionais, acompanhamento médico, educação, logística e competições sem garantia de que cada geração produzirá jogadores capazes de compensar individualmente os recursos empregados.

O resultado econômico depende da capacidade de manter uma estrutura que desenvolva sucessivas gerações, sem depender exclusivamente da descoberta ocasional de um talento excepcional.

No Benfica, a continuidade do projeto ao longo de 20 anos constitui uma característica relevante. A existência de uma rede de captação, de um centro de desenvolvimento e de mecanismos de transição para o futebol profissional permite organizar o processo de maneira permanente.

A utilização dos jogadores na equipe principal também influencia as decisões sobre transferências. Em determinadas circunstâncias, manter um atleta pode representar uma alternativa esportivamente mais interessante do que negociá-lo imediatamente. Em outras, a receita de uma venda pode financiar a renovação do elenco e contribuir para a sustentabilidade econômica do clube.

O desafio está em equilibrar essas decisões, considerando o desempenho esportivo, as necessidades financeiras e as condições do mercado.

O que o futebol brasileiro pode aprender com o Benfica?

O Brasil possui uma longa tradição de formação e exportação de jogadores. O levantamento do CIES que colocou o Benfica na liderança mundial também incluiu o Palmeiras entre os dez clubes com maiores receitas atribuídas às transferências de atletas formados internamente na década analisada.

Isso demonstra que a capacidade de transformar formação em receitas expressivas não é exclusiva do futebol europeu. Clubes brasileiros também desenvolvem jogadores valorizados internacionalmente e possuem estruturas de formação relevantes.

A experiência do Benfica, entretanto, oferece elementos importantes para a discussão sobre planejamento esportivo e gestão financeira.

O primeiro é a continuidade do investimento. A formação exige recursos durante vários anos, enquanto os resultados esportivos e financeiros são incertos e podem surgir muito depois do início do desenvolvimento de cada atleta. A interrupção frequente de projetos e a redução de estruturas podem comprometer a continuidade do trabalho, embora seus efeitos dependam das condições de cada instituição.

O segundo é a integração entre as categorias. A existência de equipes intermediárias e de oportunidades competitivas adequadas facilita a transição dos jogadores para o futebol profissional. O modelo português não precisa ser reproduzido integralmente pelos clubes brasileiros, mas demonstra a importância de oferecer etapas de desenvolvimento compatíveis com as exigências da equipe principal.

O terceiro envolve os critérios utilizados para avaliar um centro de formação. O número de títulos conquistados nas categorias inferiores e o valor das transferências realizadas são indicadores relevantes, mas insuficientes para medir toda a contribuição da formação.

A quantidade de jogadores promovidos à equipe principal, os minutos disputados, a participação em competições, a continuidade das carreiras profissionais e a capacidade de atender às necessidades do elenco também precisam ser considerados.

Existe ainda uma diferença econômica importante entre os mercados. O Benfica participa regularmente de competições europeias e negocia jogadores em um ambiente financeiro distinto daquele enfrentado por grande parte dos clubes brasileiros. Portanto, reproduzir seu investimento anual em valores absolutos não garante resultados semelhantes.

A principal contribuição do caso português está na demonstração de que a formação pode ser tratada como uma atividade permanente, integrada à estratégia esportiva e financeira, com objetivos de desenvolvimento e indicadores de desempenho acompanhados ao longo do tempo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *